quarta-feira, 2 de setembro de 2009

a saudade seguiu caminhando d e p r e s s s s s a,
até tropeçar e c
............. . ...a
....................i
.....................r no papel.
ai de mim uma borracha ser,
pra essa saudade desajeitada poder apagar!
caminhar, ela caminha depressa,
mas quando por aqui passa
parece que não quer ir embora


enquanto você não chegar.
tem Jeff

domingo, 16 de agosto de 2009

sua pele tremeluzia feito estrela
e era de cor tão bela
que parecia ter roubado um pedaço da noite
para se pintar.
d’alma que se opunha,
pois tão clara quanto o dia era.
ah, preta!
todo aquele equilíbrio em curvas...
naquelas sinuosas, outrora, naufragara eu
sem ao menos pestanejar!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

prestidigitadora



e do metal
cru
desnudo
fez-se forma
cor e movimento
agia tão ágil agora
cortando brisa mundo afora
que logo mais nem se mexia
o vulto tornou-se sombra
um movimento atrasado que acabara de parar
não mais pairava pelos ares
congeladas pela tela onde só o pensamento ia
suas curvas sinuosas se apresentavam frias
como imagem
numa moldura
só lida.
William e eu - duo

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

em clima de carnaval e seus derivados

― só é uma pena que as pessoas banalizem tanto as coisas.
― banalizam tudo! desde o amor, às festas de bloco...
― é... e o amor nas festas de bloco.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

quinze anos: menina, madura?

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Ela é madura.
Mas não deixa de ser uma garota de quinze anos.
E garotas de quinze anos crescem ou param.
Ela continua crescendo.
Demasiadamente.
Às vezes sinto-a pisando sobre mim, com seu salto fino, o primeiro.
A cada dia um plano, a cada dia mais.
Mais de mim e mais dela.
Eu não conheço o ingrediente que a compõe.
Mas ela tem um sabor agridoce.
Dose de água e álcool numa garota de quinze anos.
Chão e céu.
Fuga. Fogo.
Mas ela é.
Tem quinze anos e já é.
Será?
J. Lucas
imensamente grata
e contente

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

do contra

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pra não te contrariar, faço o contrário.
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a flor-menina dança!

Não, ela não é flor que se cheire!
É mais! É impulso, é casulo, é castelo, é embalo que fantasia, arrepia... É trovão que estronda e ecoa mundo afora. Encanto, fascínio... É tempo, é hoje, é ela! Botão que se agarre, se abrace, se beije, surpreenda e sorria! Deleite que anuncia a aurora da vida e namora a aurora do dia, dia após dia, até o entardecer. É vazio, é profundo, é momento que preenche. É vintém, é milhão, é de ouro. É pétala, é canção! Retalho de um imenso tecido bordado, é cor!
Flor que, se a noite te falta, se sinta e se sente, se chore, se grite o imenso silêncio e afogue o suspiro profundo. É sonho, é sólido, é sol e é só.

domingo, 7 de dezembro de 2008

uma dose com um pouco de romantismo, só


.....................................mesa de bar, Cajuh - clique para ampliar

aqui dentro e lá fora, dois mundos.
típicos rostos de bar e a fumaça.
típico Sol do meio-dia, de todo dia.
cotidiano.
e ela lá sozinha e tão completa... e eles todos juntos.
ele ali, parecia que a esperava para completar o que não havia,
mas o que sentia.

os mundos se encontram.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

gente

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todo mundo igual,.................
todo mundo indiferente..................
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

porque assim o quis ver

via o meu oposto tão igual... e era de gêmeos.
e por fim, no fim que de novo começa, sempre,
vi que era, ainda de forma igual, diferente.
tão...

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enquanto for de amor, que seja.

...........amem!
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domingo, 30 de novembro de 2008

“Uma vez,

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eu acho que foi na Dinamarca... Choveu peixes. Porque o Sol desidratou a água e a levou para a atmosfera, reidratou os ovos dos peixes e eles abriram... E choveu peixes.

– Isso é verdade?
– É, nas nuvens... Aconteceu há uns 50 anos, quis contá-la para você.”
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|fragmento retirado do filme O Vidente”|

pretexto

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só o que me falta é um bom lápis.


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tudo muito assim, pra você e por mim

................................................... ...........
Quero um tecido bonito, bem colorido para fazer um vestido rodado!
Quero um laço bem grande com uma cor bem gritante pra enfeitar os meus cachos, um sapato polido pra refletir o meu riso que já está incontido. E um espelho amigo, que fale comigo e que seja sincero! Quero a fragrância mais doce e o batom bem vermelho pra cobrir os meus lábios que só querem um beijo. Que que me espere na sala, pois já desço as escadas pra poder te encontrar. Quero a música mais animada e o compasso bem contornado pra sentir o embalo, o frio na barriga e o abraço apertado pra poder me perder, a lua mais cheia, milhares de estrelas e do vento o frescor. Quero dar gargalhadas, quero ouvir piadas até chorar de sorrir. E um silêncio sadio, o arrepio de frio e em teu casaco refúgio. Não quero chegar em casa, não quero a despedida, quero que o tempo pare pra ficar com você. Mas o tempo correu pra me contrariar... Então quero o colchão macio, o sorriso de canto, com o lençol me aquecer pra que eu possa dormir e começar outra vez.

sábado, 29 de novembro de 2008

Sim,


o ogro foi quem mais
entendeu o coração da princesa,
talvez o único.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

constatação

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quem adere e se apega aos detalhes
deixa de viver o todo.

fragmento da aula
histórico ético moral convivêncial filosófica
de Adriano - amigo e, nos intervalos, professor

atitude

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agora que descobri papel repleto e lápis sempre a mão,
nada me foge - a menos que eu queira, mas quererô-lo seria besteira! minhas palavras encontraram, enfim, morada.
e lá é tão claro! com muitas linhas em tom azul...
mesmo não as deixando fugir, elas correm livres, sempre voltando.
Organizam-se, reorganizam-se e ali se completam e me traduzem
em frases, pontos, vírgulas, interrogações, travessões, esclamações!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

em questão...

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eu
tu
nós
vós
ele/ela

eles/elas.

Um mundo inteiro de não-idéias



Todo mundo, repito, todo mundo! Concentrem-se na reticência, olhe bem ela, agucem mais a visão, e vão perceber como ela é... Evasiva, vejam, que coisa mais sem idéia... Isso! Olhe mais... Três pontos... Repetidos... Nada mais sem idéia do que a RE-PE-TI-ÇÃO... É um atrás do outro, a típica reação de quem não tem idéia, seguir a fila... A interminável fila nenhuma... Para quais há olhares insistentes em expectativar enormemente, mas nada, nada nelas há... E neles refletem o nada, e nelas refletem eles... Nada... E que acaba sempre com o... Nada... Depois dos três... É vão... Começa com um ponto, intermediando um ponto, termina com o ponto... Três sempre três...
Sim, o que elas apresentam é um show em branco, a mais pura e dolorosa sensação de que o mundo é de uma cor só... Estático. E podia mesmo ser uma cor forte: um amarelo, ou um verde-cana, um vermelho vivo, que ainda assim, seria morto... Mas mesmo morto, mata... A expectativa de quem vê no vácuo uma solução que o alimenta constituída de coisa alguma... É a idéia tendo a noção de que não existe realmente... Existindo apenas ilusoriamente na mente de quem anseia ter algo para seguir, esperando que por coincidência surja uma fila... Enquanto isso as observa, as reticências... E espera na imperceptível e enorme fila dos observadores de reticências que esperam filas...
Não percebem que a cegueira, além de verdadeira, mente, incita a pensar que virá de algum ponto do nada uma letrinha, uma só... E no fundo queriam mesmo aquele "i", o da inspiração... Mas não vem como já era de se esperar, não vem... Nem o "i", nem o "n" ou o "s", só mesmo a piração... A piração que vem, mas não dura muito, pois logo a mente se adapta e esquece do que lhe deixou assim, por não ter nenhuma lembrança... A não ser as atormentantes reticências... Que sempre prometem futuras idéias para virarem passado e se tornarem lembranças de um presente cheio de mais e mais e mais... Reticências...


BinhoBrill e eu, numa tarde sem idéias

ah, meu bem!

realmente não precisamos falar nada,
imagine como a presença me basta!
só de sentir que está bem,
só de saber que estou aqui.